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sábado, 7 de novembro de 2009

AUTOESTIMA E TIMIDEZ: a imagem distorcida

Quando falamos de timidez, precisamos considerar que algumas pessoas nascem com características mais introvertidas e outras mais extrovertidas.
O meio social onde nos desenvolvemos também contribuem para um caminho o outro. Mas, atrás da timidez está à insegurança, e atrás de insegurança nos deparamos com uma baixa autoestima e autoimagem distorcida.
Ilustro com o exemplo de um jovem tímido que vai a um baile e enxerga uma moça, e quer a tirar para dançar, instalando-se na mente. Só que a timidez impede de concretizar o ato. Na insegurança, o álcool aparece como muleta. Vai até o bar, consome uma bebida. O álcool ajuda a quebrar barreiras, deixando o rapaz ilusoriamente mais corajoso, fazendo-se aproximar e tirar a paquera para dançar.Foi buscar algo externo (o álcool) para resolver um problema interno (a timidez) e obteve sucesso. Amanhã, quando encontrar na vida quaisquer novos obstáculos que a timidez o impedir de fazer, o que ele fará? Vai beber novamente!
Autoestima é o valor que atribuímos a nós mesmos, o quanto gostamos ou não gostamos da pessoa que somos. E autoimagem é como estamos nos enxergando. Nossa autoimagem é formada a partir dos outros. Desde pequenos, recebemos mensagens explicitas ou veladas o nosso respeito, e a partir das informações, vamos formando uma valorização a respeite de nos mesmos. Se as informações forem boas (você é bonito, capaz, inteligente, educado), vamos construindo uma autoimagem positiva e passamos a gostar e acreditar na gente, formando uma autoestima alta. Se, ao contrário, as informações forem ruins (você não presta, não faz nada certo, não tem jeito) nosso autoestima é a não acreditar no nosso potencial, nos tornando inseguras, e com autoestima baixíssima. A conseqüência desta construção negativa é muito desastrosa pra o desenvolvimento do individuo, prejudicando-o nos seus relacionamentos: pessoais, familiares, profissionais, sociais etc. Todos nós possuímos o lado bom e o lado ruim; temos defeitos e qualidades. Pessoas com auto-estima baixa e com autoimagem distorcida só estão em contato com o lado negativo e não enxergam o outro lado da moeda. Fazer uma releitura da nossa história, olhar para nosso potencial e para nossas habilidades ajudará muito na nossa maneira de nos enxergar, de nos sentir. E, como conseqüência, na nossa forma de agir e nos relacionar com o mundo. Lembre-se que as respostas, e por tanto as soluções, estarão sempre dentro de você e não lá fora, nas coisas ou nas pessoas. Tanto você pode mudar quanto o cenário da sua pode se transformar a cada ato da sua história. Lulu Santos fala isso na música como uma onda, quando dia que “nada do que foi será , de novo, do jeito que já foi um dia”. Se você sente que algo precisa ser diferente e mudar, acredite que não é no externo que achará a chave para o reino encantado. Você é a força propulsora dessa mudança. Varinhas de condão, porções mágicas, forças sobrenaturais, poderes especiais, só existem na ficção. No jogo da vida real você não está na arquibancada, nem no banco de reservas. Portanto trate de colocar ser uniforme e vá para o aquecimento. Só assim você construirá um novo caminho. Acredite sempre no seu potencial e de uma boa caminhada com você mesmo.

Acadêmica: : Cátia Heinzen

Um comentário:

  1. Muito interessante seu artigo, Cátia. Principalmente quando diz que o tímido procura a solução de um problema interno no meio externo.

    Se buscarmos associar o texto com a realidade percebemos que as pessoas tímidas são realmente aquelas que nunca ouviram um palavra de motição ("você é bonito, inteligente", como mencionado no texto"), e geralmente, a timidez se forma em casa, de acordo como que os pais passam (e dizem) para os filhos.

    Dalvana Vicenzi

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