Quando você tenta dobrar uma caneta esferográfica com muita força, ela parte-se ao meio. O mesmo ocorre com pessoas, pois algumas simplesmente “quebram” quando são obrigadas a modificarem suas atitudes e comportamentos devido à extrema rigidez com a qual orientam suas vidas dia após dia.
Por outro lado, há pessoas que lidam com as mudanças de uma forma muito diferente, pois têm a competência de serem resilientes. Mas o que será isto?
Resiliência é um conceito oriundo da física que explica a propriedade que alguns materiais possuem de acumularem energia, quando exigidos e estressados, e voltarem ao seu estado original sem qualquer deformação. Isto explica a elasticidade do material utilizado por um atleta no salto com vara e porque o bambu continua de pé mesmo quando árvores com raízes profundas caem após uma tempestade, por exemplo.
Transportado para a realidade das organizações, este conceito virou competência e das mais importantes, pois elucida a capacidade de uma pessoa absorver altos níveis de mudança apresentando o mínimo de comportamento disfuncional.
Em Gerenciando na Velocidade da Mudança, sua obra-prima, o pesquisador Daryl Conner brilhantemente lembra que as pessoas resilientes:
Readquirem o equilíbrio mais rápido;
Mantém nível alto de produtividade;
São mais saudáveis física e emocionalmente;
Concretizam mais objetivos que as pessoas que recusam a mudança;
Aprendem com as exigências das mudanças e saem mais fortes de cada processo.
Para ser um bom líder sempre deverá buscar com essência a positividade de estar sempre pronto para receber as mudanças, porque no mundo corporativo das organizações nos dias de hoje buscam este perfil de liderança, e é necessário você cultivar e manter esta resiliência para buscar a excelência de liderar um grupo de pessoas e junto a elas buscar os objetivos que antes foram almejados. E isto também não somente aplica-se na vida profissional, mas em nossas famílias, na sociedade e a forma como vivemos nossas vidas.
Raul Seixas dizia, “eu prefiro ser esta metamorfose ambulante a ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. Isto também vale para nós e são uma atitude das pessoas realizadoras, seres que vivem a sua existência adaptando-se àquilo que é novo e que contribui para o alcance de seus objetivos. Novo e melhor.
Wellington Moreira é consultor empresarial. Publicada em 19/6/2006
Revista Você S/A.
Acadêmica: Sandra Schimtiz

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